Plano de Acção 2012

Documento a apresentar na Assembleia-Geral

De dia  12 de Novembro de 2011

APRESENTAÇÃO

O ano de 2012 será marcado pelo agravamento das condições sócio económicas do país e a ASSOL não deixará de ser afectada por esse envolvimento.

O Plano de Acção da ASSOL para o ano de 2012 é um plano de resistência e sobrevivência, pois apesar de ainda não serem conhecidas medidas políticas que reduzam directamente as nossas receitas é certo que alguns encargos continuarão a crescer sem que seja possível compensá-los do lado da receita.

Estas condições não impedem que continuemos a tentar melhorar os nossos serviços sempre numa lógica de ganhos de eficiência e eficácia. Isto implica um investimento contínuo na formação dos colaboradores e na melhoria dos procedimentos organizacionais.

O ano de 2012 será um ano dedicado ao projecto de Certificação pela Norma EQUASS nível 2 Excelência.

Este é um processo que implicará um esforço de melhoria contínua e que só valerá a pena se no final formos capazes de fazer mais com os mesmos recursos.

Este processo irá ter uma influência determinante na vida interna, mas o desafio é conseguir fazê-lo sem diminuir a atenção e cuidado para com as pessoas apoiadas.

Uma das acções importantes no âmbito do processo de certificação é a revisão do Plano de Médio Prazo 2006-2015 em que todos os associados e parceiros serão a seu tempo envolvidos.

O Plano de 2012 já não inclui a realização da cobertura para as carrinhas na sede pois será executada ainda em 2011.

A construção do Centro de Vouzela mantêm-se no Plano apenas para a eventualidade de surgir alguma oportunidade de financiamento via fundos comunitários, embora só venha a ser iniciada se for possível um financiamento significativo.

A compra de lojas no Edifício Avenida onde funciona o Centro de S. Pedro do Sul continua a ser um objectivo imediato, sobretudo por razões de oportunidade, uma vez que está em curso a venda por via judicial de fracções que serão importantes para assegurar a expansão do Centro.

A mudança de governo alterou algumas políticas e, neste momento, não é seguro que o Ministério da Saúde dê cumprimento ao protocolo de intenções de avançar com a transformação do Fórum Sócio Ocupacional em Unidade Sócio Ocupacional no âmbito dos cuidados continuados de saúde mental, como projecto piloto.

Na elaboração do presente Plano de Acção houve a preocupação de introduzir algumas sugestões feitas pela auditora no âmbito do processo de certificação EQUASS – nível 1 assurance, nomeadamente uma maior preocupação com a formulação dos objectivos de modo a incluir indicadores numéricos que permitam a quantificação dos dados.

Tudo o que se tem feito e estamos a pensar para os próximos anos, como irá decorrer da citada revisão do Plano a Médio Prazo 2006-2015, em virtude das mudanças havidas e do próprio processo de Certificação, passado e em curso, só é possível com o empenho que temos sentido nos nossos colaboradores e apoiantes, com destaque, neste último caso, para os parceiros e voluntários, factor que nos deixa na obrigação de a todos agradecermos esse contributo.

A propósito destas alusões, muito gostaríamos de ver ampliada a componente do voluntariado, o que exigirá de todos nós um grande esforço quanto à respectiva dinamização. Acreditando na boa vontade da comunidade em que nos inserimos, esse objectivo não deixará de ser conseguido.

Já agora, muito embora entendamos que os nossos colaboradores merecem um esforço directivo no sentido de premiar o seu trabalho e dedicação, é nosso dever vir a terreiro dizer que estes tempos de dificuldade nos impedem de ir tão longe quanto desejaríamos, até como acto de justiça. Aguardando melhores dias, virá a altura de compensar o sacrifício que agora estão a fazer.

Razões de sustentabilidade futura ditam a contenção que temos de fazer, até porque, como já deixámos implícito, não sabemos o que nos reservam os anos mais próximos. Querendo estender esta atitude a todos os sectores, fazemos votos para que todos nos empenhemos em aplicar medidas de poupança, sem pôr, em risco, no entanto, os cuidados que devemos ter com as pessoas apoiadas e com o seu meio familiar e afectivo, razões de sobejo para que não descuremos essa nossa alta função, a de nunca pormos em causa os nossos valores e espírito de missão.

Por já ter sido ventilado e acharmos que é necessário ajustar os nossos estatutos aos tempos e exigências actuais, esse é um outro trabalho a que nos iremos dedicar nos tempos mais próximos, com os cuidados necessários e com a maior participação possível.

Num tempo em que as novas tecnologias são uma constante, eis outro sector que merecerá também o nosso empenho, de modo a fazermos da ASSOL um espaço de abertura e comunicação moderno e eficiente, como todos desejamos.

No que diz respeito à Conta de Exploração Previsional e Orçamento de Investimentos e Desinvestimentos, optámos, por razões já assinaladas, por não andar muito distante de orçamentos anteriores, com algumas excepções, mormente no campo da energia, sector em que os aumentos já assumidos e projectados nos levam a prever uma maior afectação de recursos, ainda que num esforço de eficiência como se impõe.

A terminar, cabe uma palavra para todos os Corpos Sociais que, num espírito de coesão e cooperação, muito têm a apoiado a Direcção e a acção que tem vindo a desenvolver.

Esperando um ano difícil, mas cheio de boas vontades, acreditamos que vamos vencer as dificuldades com que nos defrontamos. Mas só o conseguiremos se todos dermos o nosso melhor. Assim acontecerá, de certeza.

DESDOBRAMENTOS DO PLANO DE ACÇÃO

Este Plano tem em conta as propostas decorrentes dos Planos de Actividades de cada uma das unidades os quais serão ajustados em função das decisões da Direcção e da Assembleia Geral passando constituir os instrumentos que operacionalizam as acções e os meios para as executar pois especificam calendarizam as actividades e acções a realizar.

Estes planos subordinam-se ao Plano de Acção e acolhem os contributos das pessoas apoiadas e das equipas de cada unidade, cabendo ao Director Executivo e Conselho Técnico assegurar a sua articulação.

Os planos de Actividades das Unidades

– A Intervenção Precoce na Infância tem um plano de actividades específico feito em conjunto com todas as Equipas Locais

– No âmbito do Projecto Integrado são negociados protocolos com cada um dos agrupamentos e escolas que definem os meios disponibilizados e os objectivos a alcançar.

– A Formação Profissional é objecto de candidatura anual na qual se estabelecem objectivos de actividade, mas também os limites financeiros.

– O Centro Alexandre Correia e o Centro de S. Pedro elaboram planos de actividades específicos para o CAO e o FÓRUM, embora sejam articulados entre si de modo a assegurar coerência no funcionamento.

– O Lar de Apoio elabora também um plano de actividades.

O Plano de Melhorias – a elaborar em Janeiro pelo Conselho Técnico irá detalhar as acções previstas e referenciar outras que, por não terem impacto orçamental significativo, não justificam menção no Plano de Acção.

O Plano de Formação – a elaborar pelo Conselho Técnico em Janeiro tem conta as sugestões dos colaboradores apresentadas nas reuniões de avaliação do desempenho.

Este Plano visa assegurar o cumprimento das obrigações neste domínio mas também impulsionar o aperfeiçoamento contínuo da iniciativa dos colaboradores.

Acordos de Atribuição de Responsabilidades Individuais.

O processo de avaliação de desempenho dos colaboradores assenta em Acordos de Atribuição de Responsabilidades Individuais negociados com o Director Executivo e o coordenador da unidade, anualmente, e cada um dos colaboradores.

Estes acordos seguem a estrutura do Plano de Acção e definem os objectivos pelos quais cada colaborador é responsável, assegurando que todos os objectivos têm pelo menos uma pessoa responsável pela sua execução, embora a regra seja que hajam vários colaboradores responsáveis, a diferentes níveis, pela concretização do mesmo objectivo.

ESTRUTURA DO PLANO

A estrutura do Plano de Acção continua a seguir o modelo introduzido em 2006 que permitiu organizar o Plano em torno de três vectores ou eixos principais: a captação  dos potenciais interessados ainda não apoiados; os serviços às pessoas já apoiadas e medidas que promovam o desenvolvimento e a sustentabilidade da ASSOL a longo prazo.

As actividades organizam-se em torno de três eixos ou vectores principais:

VECTOR I – Identificação e encaminhamento atempado das pessoas potencialmente interessadas nos serviços da ASSOL.
VECTOR II – Apoio às pessoas apoiadas no processo de definição de uma visão do futuro desejado e na sua concretização.
VECTOR III –  Sustentabilidade, desenvolvimento futuro e melhoria contínua.

VECTOR I – Identificação e encaminhamento atempado das pessoas potencialmente interessadas nos serviços da ASSOL

O Diagnóstico Organizacional realizado em 2010 mostra que 79% das pessoas da região de Lafões conhecem a ASSOL e que 68,7% conhecem os serviços que a ASSOL disponibiliza.

Este factor mais o envolvimento quotidiano com os serviços públicos e com a comunidade em geral garantem um grau de interligação e de conhecimento da actividade da ASSOL que torna dispensáveis acções de informação ou divulgação especificas.

Os problemas que ainda se colocam são sobretudo com adultos com deficiência que vivendo sempre com a família aparecem numa idade avançada, quando estes apoios familiares falham e com as pessoas que adquiriram deficiências por acidentadas ou doença e que têm alguma dificuldade em procurar os serviços da ASSOL.

Poder assegurar o encaminhamento atempado implica que a ASSOL possua capacidade de resposta nas diferentes unidades. O esforço a fazer nesta área será considerado no Vector III – Sustentabilidade, desenvolvimento futuro e melhoria contínua.

São objectivos estratégicos neste Vector I:

1 – Diagnosticar, atempadamente, crianças, jovens e adultos eventuais beneficiários dos serviços da ASSOL.

2 – Assegurar o encaminhamento atempado de crianças, jovens e adultos eventuais beneficiários dos serviços da ASSOL.

Objectivo Estratégico

I – 1 – Diagnosticar, atempadamente, crianças, jovens e adultos eventuais beneficiários dos serviços da ASSOL.

Hoje, o conhecimento das crianças e jovens com situações de deficiência confirmada ou em situação de grave risco, é praticamente total dada a rede de interligações com os Centros de Saúde e com as Escolas através do Projecto de Intervenção Precoce na Infância e o Projecto Integrado.

Os casos de pessoas em idades adultas, com deficiências graves, que viviam com os pais ou outros familiares idosos, para quem muitas vezes eram um apoio, e que apenas no momento da morte ou doença grave desses familiares recorrem à ASSOL, quase sempre em situações de emergência, foram muito significativos há alguns anos, contudo em 2010 e 2011 não há registos de novos casos deste tipo.

As pessoas com deficiências adquiridas por acidentes são a área mais problemática.

A demonstração do cumprimento deste objectivo faz-se pela negativa. Pois podemos dizer que foi cumprido se não ocorrer nenhum caso novo.

Há que ter em atenção o facto de nos concelhos de Tondela e de Castro Daire a abrangência dos serviços assegurados pela ASSOL ser intencionalmente diferente, considerando-se apenas aí relevantes os serviços prestados a crianças e jovens.

Objectivos operacionais:

1 – Actualizar, anualmente, a Base de Dados Electrónica com os dados das pessoas actualmente apoiadas e outras que já tiveram algum apoio da ASSOL.

2 – Divulgar, na comunicação social local e no jornal da ASSOL, uma informação dirigida às pessoas adultas com deficiências adquiridas.

3 – Conseguir quatro referências à actividade da ASSOL em órgãos de    comunicação locais ou nacionais.

Objectivo Estratégico

I – 2 – Assegurar o encaminhamento atempado de crianças, jovens e adultos eventuais beneficiários dos serviços da ASSOL.

É importante salientar que é nossa responsabilidade encaminhar cada pessoa para o serviço que possa dar o apoio mais adequado às suas necessidades, e não necessariamente, encaminhar todas as pessoas para os serviços da ASSOL.

Objectivos Operacionais:

1 – Manter capacidade de resposta nas várias unidades de modo a evitar a formação de listas de espera.

2 – Quando a admissão seja recomendada, mas não haja disponibilidade para iniciar um apoio regular, serão combinados, com a pessoa, os apoios pontuais que forem possíveis, sem encargos financeiros significativos.

3 – Sempre que uma pessoa é avaliada e não pode ser admitida em alguma resposta social da ASSOL, por limitações de lotação, ou por não ser essa a solução adequada às suas necessidades, será feito o seu encaminhamento para outro serviço que possa dar-lhe algum apoio.

VECTOR II – Apoio às pessoas apoiadas no processo de definição de uma visão do futuro desejado e na sua concretização.

Na elaboração deste Plano de Acção vamos seguir de perto a estrutura dos Manuais de Procedimentos aprovados em 2010, pois essa estrutura facilita a fixação dos objectivos operacionais de cada uma das unidades.

Os Manuais de Procedimentos editados em 2010 vieram não só definir os procedimentos, mas também estabelecer indicadores de actividade que permitem medir o grau de concretização dos objectivos contidos neste vector.

A última meta do Plano de Acção é que todas as actividades contribuam para a melhoria da qualidade de vida das pessoas apoiadas e para o reforço da sua capacidade de controlarem a sua vida e tomarem as decisões.

Para assegurar que isto aconteça as práticas de intervenção são orientadas pelo Planeamento Centrado na Pessoa e pela Pedagogia da Interdependência conforme consta dos Manuais de Procedimentos.

As acções de apoio realizadas pelos colaboradores e voluntários da ASSOL devem conformar-se aos valores, princípios e filosofias expostos nos Manuais de Procedimentos nomeadamente no Caderno 0 – Linhas de Orientação da ASSOL e no Caderno 1 – Desenvolvimento da Filosofia de Actuação e Alguns Aspectos Metodológicos.

Tendo em conta esta opção os objectivos operacionais do Vector II (que é o mais extenso) estão organizados por unidade ou actividade, acompanhando os vários cadernos dos Manuais de Procedimentos, procurando com isso também facilitar a recolha dos indicadores de realização.

Este vector tem um único objectivo estratégico:

II – 1 – Proporcionar actividades que facilitem a concretização da visão do futuro desejado por cada pessoa.

A – SERVIÇO DE INTERVENÇÃO PRECOCE NA INFÂNCIA

Em 2011 foi celebrado um novo Acordo de Cooperação com a Segurança Social, que permitiu reforçar a equipa com uma psicóloga e uma terapeuta da fala a meio tempo.

O projecto inclui as equipas locais de Tondela e de Vouzela (S. Pedro do Sul e Oliveira de Frades) sendo o objectivo o apoio a 40 crianças.

Objectivos Operacionais:

1 – Integrar as Equipas Locais de Intervenção de Lafões e de Tondela assegurando a participação nas suas reuniões.

2 – Integrar as equipas de avaliação dos casos referenciados, sempre que solicitado, produzindo os relatórios necessários.

3 – Participar na negociação, elaboração e implementação dos Planos Individuais de Intervenção Precoce de cada criança apoiada.

4 – Apoiar as crianças que transitam para outra estrutura de ensino.

5 – Realizar, no final do ano lectivo, uma reunião de avaliação do trabalho desenvolvido em cada equipa.

6 – Reunir conjuntamente (duas vezes por período lectivo) com a equipa do Projecto Integrado de modo a assegurar a coerência na intervenção e com a filosofia de actuação da ASSOL.

7 – Assegurar a articulação com o Núcleo de Supervisão Técnica distrital, participando nas reuniões convocadas e enviando a documentação necessária.

B – PROJECTO INTEGRADO

Este projecto abrange os concelhos Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire e Tondela. A afectação dos técnicos, financiados pela DREC (Ministério da Educação), pelas diferentes escolas faz-se com base em protocolos celebrados anualmente, em 2011/2012 estão negociados protocolos com os seguintes agrupamentos e escolas: Agrupamento de Escolas de Oliveira de Frades, Agrupamento de Escolas de Campia, Agrupamento de Escolas de Vouzela, Escola Secundária de Vouzela, Escola Secundária de S. Pedro do Sul, Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul, Agrupamento de Escolas de Santa Cruz da Trapa, Agrupamento de Escolas de Castro Daire, Agrupamento de Escolas do Caramulo,  Agrupamento de Escolas do Campo de Besteiros, Agrupamento de Escolas de Tondela, Agrupamento de Escolas da Lageosa e Escola Secundária de Tondela.

A responsabilidade efectiva pela educação dos alunos é das escolas e agrupamentos, competindo aos técnicos da ASSOL uma acção complementar focada na resposta às necessidades dos alunos com necessidades educativas especiais permanentes.

A actividade dos técnicos, adapta-se às condições e necessidades de cada escola, criando especificidades e gerando diferenças na actividade de escola para escola.

O foco continua a ser o apoio à integração de alunos com necessidades especiais de educação de carácter prolongado, e na sua transição da escola para a vida adulta.

Os técnicos afectos ao projecto são: duas psicólogas, três terapeutas da fala (sendo uma a 50%), uma técnica de serviço social a 50% e duas monitoras formadoras.

Objectivos Operacionais:

1 – Elaborar, com cada escola/agrupamento, o Plano Operacional para o ano lectivo.

2 – Integrar, em cada escola/agrupamento, a equipa de avaliação dos casos referenciados, sempre que solicitado, produzindo os relatórios necessários.

3 – Participar na elaboração do Programa Educativo Individual (PEI) de cada aluno apoiado, assegurando a articulação do apoio dos técnicos do Projecto intervenientes de psicologia, terapia da fala, serviço social ou transição para a vida adulta intervenientes no processo.

4 – Participar na implementação do Programa Educativo Individual (PEI) de cada aluno apoiado, dando o apoio combinado.

5 – Colaborar na elaboração e implementação do PIT (Plano Individual de Transição) de todos os alunos propostos pelas escolas.

6 – Assegurar apoio mais individualizado a casos de deficiências mais profundas, em idades de TVA.

7 – Apoiar os alunos que terminam o Programa de Transição para a Vida Adulta na procura da solução de futuro por eles desejada.

8 – Manter contacto com os serviços que se relacionam com os alunos apoiados (serviços de saúde, autarquias, CPCJ, centros de emprego ….)

9 – Apoiar os alunos, as famílias e as escolas na defesa dos direitos, nomeadamente no acesso aos apoios e à participação a que têm direito.

10 – Realizar acções de formação para a comunidade educativa.

11 – Participar em reuniões dos departamentos de educação especial (mínimo uma por período em cada escola/agrupamento)

12 – Realizar no final do ano lectivo, uma reunião de avaliação do trabalho desenvolvido em cada escola/agrupamento, envolvendo os técnicos da ASSOL, os órgãos directivos e os professores de educação especial.

13 – Realizar duas reuniões da equipa do Projecto por período, de modo a assegurar a coerência da actividade global da equipa com a filosofia de actuação da ASSOL.

14 – Colaborar, pontualmente, desde que isso não afecte os objectivos anteriores, com as actividades desenvolvidas por outras unidades da ASSOL.

C – FORMAÇÃO PROFISSIONAL E CENTRO DE RECURSOS LOCAL (CTE)

A candidatura, a apresentar ao IEFP/POPH, prevê acções a realizar em Lafões, Castro Daire e Tondela.

Em 2012 esperamos algumas dificuldades com o número de candidatos, pois a frequência da escola passa a ser obrigatória até ao 12º ano, havendo por isso uma redução dos alunos que vão sair das escolas.

Em Lafões e Castro Daire esta situação poderá ter um impacto significativo, mas em Tondela não se fará sentir pois há uma procura elevada porque durante alguns anos não se realizaram acções de formação profissional.

Esperamos que os contactos exploratórios mantidos em 2011 com duas empresas permitam evoluir para a efectivação de cursos em parceria.

O objectivo é conseguir um maior envolvimento das empresas, nomeadamente das maiores, de modo a que os jovens, ao saírem da escola, ou as pessoas acidentadas, em vez de fazerem um curso na ASSOL, possam fazer um curso que possa ser associado a uma empresa ou outra entidade de prestígio.

A ASSOL continua a ser Centro de Recursos Local do Centro de Emprego de S. Pedro para a integração profissional das pessoas com deficiência e incapacidade.

Neste domínio a ASSOL actuará apenas na vertente do Apoio Pós Colocação, pois outras acções como Avaliação, Informação, Orientação e Apoio à Colocação podem ser realizadas pela equipa da formação profissional e pela pequeno número de casos, não justificam uma organização autónoma.

Objectivos Operacionais:

1 – Realizar acções de formação para 25 formandos em Oliveira de Frades (Lafões), para 25 formandos em Castro Daire e 40 formandos em Tondela.

2 – Proceder ao acolhimento de avaliação dos candidatos de acordo com o processo chave 1 do Manual de Procedimentos.

3 – Realizar com todos os formandos os Perfis de Competências, de acordo com o processo chave 3 do Manual de Procedimentos.

4 – Negociar com todos os formandos, os Programas Individuais de Formação de acordo com o processo chave 3 do Manual de Procedimentos.

5 – Garantir Formação de Base a todos os formandos segundo as suas necessidades de acordo com o processo chave 4 do Manual de Procedimentos.

5.a) – Realizar, ao longo do ano, duas actividades que envolvam o conjunto dos formandos. (p. ex: uma visita de estudo e o Encontro de Formandos).

5.b) – Assegurar a totalidade das horas previstas em candidatura

5.c) – Assegurar que as desistências de formandos são inferiores a 10%

5.d) – Motivar os formandos a apresentarem sugestões de melhoria

6 – Garantir a Formação Tecnológica a todos os formandos segundo as suas necessidades de acordo com processo chave 4 do Manual de Procedimentos.

6.a) – Assegurar a totalidade das horas previstas em candidatura

6.b) – Assegurar que as desistências de formandos são inferiores a 10%

6.c) – Motivar os formandos a apresentarem sugestões de melhoria

6.d) – Assegurar local de formação a todos os formandos e formalizar os protocolos de formação com empresas

7 – Avaliar os Programas Individuais de Formação, o processo formativo e a formação nos termos do processo chave 5 do Manual de Procedimentos.

7.a) A equipa da formação de todos os pólos reunirá em conjunto uma vez por semestre para planificação e monitoragem do desenvolvimento das acções.

7.b) As equipas de cada pólo reunirão mensalmente (no mínimo 10 vezes por ano)

8 – Emitir os certificados de formação dos formandos que concluem a formação nos termos do processo chave 6 do Manual de Procedimentos.

10 – Responder ao exigido pelo IEFP no que respeita à organização dos dossiers pedagógico e financeiro da formação.

11 – Manter actualizada uma base de dados com o registo das empresas que colaboram, que já colaboraram ou outras que poderão vir a colaborar.

12 – Apoiar os formandos ou suas famílias no contacto com organismos tendo em vista a resolução de problemas, por exemplo: Câmaras Municipais, RSI ou CPCJ.

13 – Criar um sistema de seguimento anual das pessoas que terminam a formação.

14 – Responder às solicitações dos trabalhadores, ou dos seus empregadores, do programa de Apoio pós colocação

15 – Responder ao exigido pelo IEFP no que respeita à organização dos dossiers pedagógico e financeiro do programa de Apoio pós colocação.

16 – Organizar uma actividade de convívio com os trabalhadores apoiados no programa de Apoio pós colocação.

17 – Melhorar as condições do conforto das pessoas apoiadas e colaboradores, tentando responder a algumas necessidades, nomeadamente: apetrechar as salas de formação de Tondela e de S. Pedro com aquecimento, instalar o acesso à internet e aumentar o número de computadores disponíveis.

APOIO A PESSOAS ADULTAS COM DEFICIÊNCIAS GRAVES OU PROBLEMAS CRÓNICOS DE SAÚDE MENTAL

Estes apoios realizam-se no Centro Alexandre Correia, na sede, e no Centro de S. Pedro do Sul nos quais se reúnem a resposta social de Centro de Actividades Ocupacionais, dirigida a pessoas com deficiências graves, e a resposta Forum Sócio Ocupacional dirigida a pessoas com doença mental crónica e incapacitante.

O financiamento destas actividades é assegurado por acordos de cooperação que contemplam: Centro de Actividades Ocupacionais para 70 pessoas e Forum Sócio Ocupacional para 45 pessoas.

Lotação dos Centros

A nossa interpretação continua a ser a de que a ASSOL tem a obrigação de apoiar as pessoas da região de Lafões em necessidade e que o apoio que recebe não é apenas para algumas mas para todas e, por isso, enquanto for financeiramente sustentável a ASSOL continuará a apoiar pessoas além dos acordos.

Esta situação também só é possível pela colaboração que a ASSOL tem de toda a comunidade, que possibilita a realização de experiências sócio profissionais à maioria das pessoas apoiadas. Este processo é realmente importante para as pessoas que nele participam pois dá-lhes o estatuto de trabalhadores mas também permite libertar meios e espaços para reforçar o apoio a outras pessoas.

Um dos impactos mais fortes do número de pessoas em excesso acontece na rede de transportes, pois em 2010 foi já necessário desdobrar um percurso, mas não é possível continuar a fazê-lo dado os custos associados.

O facto de haver pessoas que, por opção própria ou da família, não frequentam todos os dias, também ajuda a evitar a agudização do problema.

A legislação que regula estas actividades necessita de ser reformulada pois ou é excessivamente restritiva ou incoerente. Um exemplo está na legislação que regula as futuras unidades sócio ocupacionais. Nela se diz que uma pessoa pode frequentar a tempo parcial, mas que tem de frequentar 3 dias. Bastaria que a lei dissesse dois em vez de três dias e já o mesmo lugar poderia permitir apoiar duas pessoas e rentabilizar os serviços.

Aquando da inspecção da Segurança Social em Março de 2011, um dos problemas levantados foi exactamente as pessoas extra Acordo de Cooperação.

No CAO continuará a não haver vagas para novos candidatos, contudo no FORUM, este ano de 2011 faleceram quatro pessoas apoiadas criando vagas para algumas que já frequentavam além do Acordo.

Algumas pessoas e famílias, apesar das limitações, ainda não sentem necessidade de um apoio da ASSOL a curto prazo, mas querem manter uma ligação que lhes dê segurança e lhes permita acreditarem que quando precisarem de mais apoio a ASSOL responderá de imediato.

O alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano vai permitir atrasar a admissão de alguns jovens o que é importante, não só por não termos vagas, mas também para que possam continuar integrados nas escolas e chegarem com uma maior maturidade.

Apoio a Alunos em Programas de Transição para a Vida Adulta

Os alunos com limitações muito significativas, cujo prognóstico futuro será o encaminhamento para o CAO, começam ainda durante a escolaridade a frequentar esta resposta em alguns dias ou partes de dia em programas que são da responsabilidade das escolas.

Uma vez que a escolaridade será prolongada até ao 12º ano, a tendência é para aumentarem os pedidos de apoios nesta vertente.

Os Problemas das Diferenças de Idades

Há em Portugal, nos últimos anos, uma discussão sobre o problema do envelhecimento das pessoas apoiadas no CAO. Na ASSOL estamos a chegar ao ponto de apoiarmos mais pessoas com idades acima dos 50 anos do que pessoas com menos de 30 anos de idade.

A adaptação das actividades que foi acontecendo ao longo dos anos faz com que hoje seja mais difícil enquadrar as pessoas mais jovens que as mais velhas. Criar um bom ambiente para pessoas com um leque de idades que se estende dos 18 aos 60 anos é um desafio de grande dimensão para as equipas técnicas.

Actividades conjuntas: Centro Alexandre Correia e Centro de S. Pedro

Existem objectivos que correspondem a actividades a realizar em conjunto pelos dois centros. Tradicionalmente estes objectivos eram agrupados num item separado. Esta opção colocava dificuldades na elaboração dos Planos de Actividades de dos relatórios dos centros. Assim, este ano, esses objectivos, embora venham a ser  concretizados em conjunto, são considerados autónomos em cada um dos centros.

D – OBJECTIVOS OPERACIONAIS DO CENTRO ALEXANDRE CORREIA

1 – Apoiar até 30 pessoas no Forum Sócio Ocupacional e 43 pessoas do Centro de Actividades Ocupacionais.

2 – Proceder ao acolhimento e avaliação dos candidatos inscritos de acordo com o processo chave 2 – Acolhimento e Avaliação dos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

3 – Negociar os Acordos de Apoio com as pessoas admitidas segundo o processo chave – 3 Negociação dos Apoios como descrito nos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

4 – Negociar os Acordos de Apoio de continuidade com as pessoas já apoiadas de acordo com o processo chave – 3 Negociação dos Apoios como descrito nos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

5 – Desenvolver as actividades de apoio nos termos do processo chave 4 – desenvolvimento das actividades de apoios segundo os Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso, nomeadamente:

5a) Manter disponíveis, no Centro, as seguintes actividades: Oficina de encadernação, produção de sabonetes, oficina de reparação de electrodomésticos, serigrafia, lavagem de viaturas, actividades de cozinha, actividades produtivas para empresas, pasta de papel e sala polivalente.

5a. 1) Realizar reuniões mensais no total de 10 anuais com todas as pessoas apoiadas, estimulando-as apresentarem sugestões de actividades e de melhorias.

5a. 2 ) Realizar reuniões semanais (40 anuais) das equipas do CAO e do Forum no sentido de planear actividades, monitorizar o seu desenvolvimento e apresentar sugestões de melhoria).

5b) – Assegurar experiências sócio profissionais, no exterior, para todas as pessoas apoiadas que o desejem.

5b.1) – Realizar mensalmente uma reunião com as pessoas que realizam ESPs autonomamente.

5c) – Realizar pequenas alterações funcionais em função das necessidades das pessoas com mais idade.

5d)  –  Manter as actividades de expressão dramática, o grupo dos bombos, o conto, a piscina, actividades desportivas, a participação no desporto escolar na modalidade de Boccia, continuando a utilizar equipamentos no exterior da ASSOL.

5e) – Realizar actividades pontuais que correspondam a pedidos inscritos por algumas pessoas nos seus acordos de apoio, por exemplo: passeios, festas, actividades desportivas, actividades culturais, etc. ou outros negociados posteriormente.

5f) – Realizar actividades pontuais conjuntas com o Centro de S. Pedro que correspondam a pedidos inscritos por algumas pessoas nos seus acordos de apoio, por exemplo: passeios, festas, actividades desportivas, actividades culturais, etc. ou outros negociados posteriormente.

5g) – Realizar, em conjunto com o Centro de S. Pedro, as actividades de hipoterapia, tratamentos termais e fisioterapia.

5h) –  Realizar, no segundo semestre, a Semana Cultural

5i) – Assegurar apoio a dois alunos das escolas em Programas de TVA.

5j) –   Manter o Blogue da Oficina de Encadernação.

5l) – Criar um blogue da oficina de sabonetes.

5m) – Criar novas actividades: andar com cadeiras de rodas eléctricas no exterior, iniciar uma nova ESP acompanhada, criar uma actividade de música recorrendo aos monitores.

6 – Assegurar às pessoas apoiadas no CAO, quando solicitado, apoios de saúde, nomeadamente a dispensa de medicação e apoio na terapêutica segundo processo chave 4A do Manual de Procedimentos.

6a) – Dar, quando solicitado, apoio na marcação e acompanhamento a consultas médicas nos médicos de família, médicos especialistas e exames complementares de diagnóstico

6b) – Assegurar, quando solicitado, a marcação de consultas e tratamentos de estomatologia no Centro Hospitalar de Coimbra.

6c) – Assegurar, quando solicitado, a marcação de consultas e tratamentos de psiquiatria no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de S. Teotónio.

7- Assegurar às pessoas apoiadas no Fórum, quando solicitado, apoios de saúde, nomeadamente na dispensa de medicação e apoio na terapêutica segundo processo chave 4A do Manual de Procedimentos

7a) – Assegurar, quando solicitado, a marcação e acompanhamento a consultas e tratamentos de psiquiatria no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de S. Teotónio.

7b) Articular com a equipa de enfermagem do DPSM do HST de Viseu a toma de medicação e outros cuidados.

7c) Apoiar, quando solicitado, nomeadamente na dispensa de medicação e apoio na toma da medicação.

7d) Dar apoio, quando solicitado, na marcação e acompanhamento a consultas médicas nos médicos de família, médicos especialistas e exames complementares de diagnóstico

8 – Registar e comunicar ocorrências que ponham em causa a integridade física de uma pessoa apoiada no CAO, colaborador ou outra pessoa (Processo chave 4A do Manual de Procedimentos do CAO).

9 – Registar e comunicar ocorrências que ponham em causa a integridade física de uma pessoa apoiada no Fórum, colaborador ou outra pessoa. Processo chave 4B do Manual de Procedimentos do Fórum.

10 – Comunicar ao Director todas situações em que as pessoas apoiadas possam estar a ser vítimas de situações de negligência, abusos, maus-tratos ou discriminação. Nos termos da função 5 do Caderno 8 dos Manuais de procedimentos.

11 – Proceder à avaliação dos apoios prestados a todas as pessoas apoiadas no final do primeiro semestre e no final do ano (processo chave 5).

12 – Contactar, uma vez por semestre, com as outras IPSS que asseguram apoio no domicílio a pessoas apoiadas.

13 – Dar suporte às pessoas apoiadas na sua interacção com outros serviços, por exemplo: ajudando a resolver pessoais complexos, mediando os contactos com as escolas frequentadas pelos filhos das pessoas apoiadas, mediando contactos com serviços como CPCJ e RSI ou a Segurança Social ou a justiça.

14 – Conseguir dois novos voluntários com uma actividade regular.

15 – Melhorar as condições do conforto das pessoas apoiadas e colaboradores tentando responder a algumas necessidades, nomeadamente: novos móveis para a estufa: cadeiras, armário e mesa, remodelar o mobiliário da sala de convívio, instalar aquecimento no salão polivalente, melhorar o sistema de rega do jardim.

E –  OBJECTIVOS OPERACIONAIS DO CENTRO DE S. PEDRO

1 – Apoiar até 17 pessoas na Unidade Sócio Ocupacional e 46 pessoas do Centro de Actividades Ocupacionais.

2 – Proceder ao acolhimento de avaliação dos candidatos inscritos de acordo com o processo chave 2 – Acolhimento e Avaliação dos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

3 – Negociar os Acordos de Apoio com as pessoas admitidas segundo o processo chave – 3 Negociação dos Apoios como descrito nos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

4 – Negociar os Acordos de Apoio de continuidade com as pessoas já apoiadas de acordo com o processo chave – 3 Negociação dos Apoios como descrito nos Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso.

5 – Desenvolver as actividades de apoio nos termos do processo chave 4 – desenvolvimento das actividades de apoios segundo os Manuais de Procedimentos do CAO e do Fórum conforme for o caso, nomeadamente:

5a) Manter disponíveis, no Centro, as seguintes actividades: Oficina de produção de velas, oficina de cerâmica e trabalhos artesanais, sala polivalente, um espaço verde no terraço e trabalhos para empresas. 5a. 1) Realizar reuniões mensais, no total de 11 anuais, com todas as pessoas apoiadas, estimulando-as apresentarem sugestões de actividades e de melhorias.

5a. 2) Realizar reuniões semanais (42 anuais) da equipa do Centro no sentido de planear actividades, monitorizar o seu desenvolvimento e apresentar sugestões de melhoria.

5b) – Assegurar experiências sócio profissionais, no exterior, para todas as pessoas apoiadas que o desejem.

5b.1) – Realizar duas vezes no ano uma reunião com as pessoas que realizam ESPs autonomamente.

5c) – Realizar pequenas alterações funcionais em função das necessidades das pessoas com mais idade.

5d) –  Manter o grupo de danças “Fúnika” e as actividades de piscina e ginásio utilizando equipamentos no exterior da ASSOL.

5e) –  Manter as actividades de conto e a actividade musical em parceria com a Câmara Municipal.

5f) – Realizar actividades pontuais que correspondam a pedidos inscritos por algumas pessoas apoiadas nos seus acordos de apoio, por exemplo: passeios, festas, actividades desportivas, actividades culturais, etc. ou outros negociados posteriormente.

5g) – Realizar actividades pontuais conjuntas com o Centro Alexandre Correia que correspondam a pedidos inscritos por algumas pessoas apoiadas nos seus acordos de apoio, por exemplo: passeios, festas, actividades desportivas, actividades culturais, etc. ou outros negociados posteriormente.

5h) – Realizar, em conjunto com o Centro Alexandre Correia, as actividades de hipoterapia, tratamentos termais e fisioterapia.

5j) – Assegurar apoio a dois alunos das escolas em Programas de TVA.

6 – Assegurar às pessoas apoiadas no CAO quando solicitado apoios de saúde, nomeadamente a dispensa de medicação e apoio na terapêutica segundo processo chave 4A do Manual de Procedimentos.

6a) – Dar, quando solicitado, apoio na marcação e acompanhamento a consultas médicas nos médicos de família, médicos especialistas e exames complementares de diagnóstico

6b) – Assegurar, quando solicitado, a marcação de consultas e tratamentos de estomatologia no Centro Hospitalar de Coimbra.

6c) – Assegurar, quando solicitado, a marcação de consultas e tratamentos de psiquiatria no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de S. Teotónio.

7- Assegurar às pessoas apoiadas no FORUM quando solicitado apoios de saúde, nomeadamente a dispensa de medicação e apoio na terapêutica segundo processo chave 4A do Manual de Procedimentos

7a) – Assegurar, quando solicitado, a marcação e acompanhamento a consultas e tratamentos de psiquiatria no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de S. Teotónio.

7b) Articular com a equipa de enfermagem do DPSM do HST de Viseu a toma de medicação e outros cuidados.

7c) Apoiar, quando solicitado, nomeadamente na dispensa de medicação e apoio na toma da medicação.

7d) Dar apoio, quando solicitado, na marcação e acompanhamento a consultas médicas nos médicos de família, médicos especialistas e exames complementares de diagnóstico

8 – Registar e comunicar ocorrências que ponham em causa a integridade física de uma pessoa apoiada no CAO, colaborador ou outra pessoa (Processo chave 4A do Manual de Procedimentos do CAO).

9 – Registar e comunicar ocorrências que ponham em causa a integridade física de uma pessoa apoiada no Forum, colaborador ou outra pessoa. Processo chave 4B do Manual de Procedimentos do Forum.

10 – Comunicar ao Director todas situações em que as pessoas apoiadas possam estar a ser vítimas de situações de negligência, abusos, maus-tratos ou discriminação. Nos termos da função 5 do caderno 8 dos Manuais de procedimentos.

11 – Proceder à avaliação dos apoios prestados a todas as pessoas apoiadas no final do primeiro semestre e no final do ano.

12 – Contactar, uma vez por semestre, com as outras IPSS que asseguram apoio no domicílio a pessoas apoiadas.

13 – Dar suporte às pessoas apoiadas na sua interacção com outros serviços, por exemplo: ajudando a resolver pessoais complexos, mediando os contactos com as escolas frequentadas pelos filhos das pessoas apoiadas, mediando contactos com serviços como CPCJ e RSI ou a Segurança Social ou a justiça.

14 – Conseguir dois voluntários com uma actividade regular no âmbito da relação com o Banco de Voluntariado local.

15 – Melhorar as condições do conforto das pessoas apoiadas e colaboradores tentando responder a algumas necessidades, nomeadamente: adquirir uma carrinha de 15 lugares adaptada para transporte em cadeiras de rodas, construir uma cobertura para das traseiras a construir pelo condomínio, um elevador de transferência para os banhos e outras actividades apoiadas, acesso internet wireless, aquecimento em algumas salas, nomeadamente do 3º piso, ar condicionado na sala de velas (importância da temperatura amena, para as pessoas apoiadas, mas também para a realização adequada das vela) e criação de um espaço coberto no terraço, para os fumadores.

F – APOIO RESIDENCIAL

O Lar de Apoio José Pedro continuará com capacidade para 8 pessoas sendo complementado pela rede de Famílias de Acolhimento gerida pela Segurança Social, sendo objectivos:

Objectivos Operacionais do Lar de Apoio

1 – Apoiar 8 pessoas.

2 – Proceder ao acolhimento de avaliação dos candidatos inscritos de acordo com o processo chave 1 – candidatura, Acolhimento e Avaliação dos Manuais de Procedimentos.

3 – Negociar os Acordos de Apoio com as pessoas apoiadas de acordo com o Processo chave – 2 Negociação dos Apoios do Manual de Procedimentos.

4 – Desenvolver as actividades de apoio nos termos do Processo chave 3 – Desenvolvimento das actividades de apoio do Manual de Procedimentos

4a) – Assegurar os cuidados básicos às pessoas residentes.

4b) – Manter a participação das pessoas apoiadas na comunidade local onde se insere o Lar de Apoio realizando actividades no exterior (passeios a pé e outras saídas).

4c) – Realizar um convívio com os familiares das pessoas apoiadas.

4d) – Realizar um passeio no Verão.

4e) – Organizar os períodos de férias de modo a que todas as pessoas possam beneficiar do melhor ambiente.

5e) – Receber, se solicitado, alguma pessoa em situações temporárias de emergência pessoal ou familiar.

5f) – Realizar uma vez por semana compras para pequeno almoços, lanches e pequenas refeições.

5 – Assegurar às pessoas apoiadas no Lar de Apoio quando solicitado apoios de saúde, nomeadamente a dispensa de medicação e apoio na terapêutica segundo Processo chave 3A do Manual de Procedimentos.

6 – Realizar reuniões quinzenais (21 anuais) da equipas no sentido de planear actividades, monitorizar o seu desenvolvimento e apresentar sugestões de melhoria.

7 – Registar e comunicar ocorrências que ponham em causa a integridade física de uma pessoa apoiada, colaborador ou outra pessoa. Processo chave 3A do Manual de Procedimentos.

8 – Comunicar ao Director todas situações em que as pessoas apoiadas possam estar a ser vítimas de situações de negligência, abusos, maus-tratos ou discriminação. Nos termos da função 5 do Caderno 8 dos Manuais de procedimentos.

9 – Assegurar a limpeza das instalações e tratamento da roupa (Processo chave 4 do Manual de Procedimentos

10 – Proceder à avaliação dos apoios prestados a todas as pessoas apoiadas no final do primeiro semestre e no final do ano.

11 – Conseguir que todas as pessoas residentes no Lar de Apoio tenham a visita de pelo menos um familiar anualmente.

12 – Conseguir dois voluntários com uma actividade regular.

13 – Melhorar as condições do conforto das pessoas apoiadas e colaboradores tentando responder a algumas necessidades, nomeadamente: pintura das fachadas, pintura geral do interior e equipamento da sala de estar do primeiro andar.

13 – Manter o suporte às famílias de acolhimento já existentes, apoiando-as na solução dos problemas que possam colocar.

G – FUNÇÕES DE APOIO ÀS ACTIVIDADES

Estas actividades estão descritas no Caderno 7 dos Manuais de Procedimentos e incluem o apoio administrativo, o transporte das pessoas apoiadas, a saúde ambiental, segurança e limpeza das instalações e a alimentação.

Objectivos Operacionais

Função 1 – Apoio administrativo

1 – Assegurar o apoio administrativo, nomeadamente o atendimento telefónico ou presencial das pessoas que se dirigem à ASSOL.

2 – Receber, tratar e arquivar a correspondência recebida e expedida.

3 – Apoiar administrativamente o funcionamento das unidades nomeadamente:

Enviar às entidades financiadoras os documentos exigidos: candidaturas, pedidos de reembolso, listagens de pessoas apoiadas ou outros.

3a) – Fornecer aos directores técnicos informação mensal sobre os pagamentos em dívida pelas pessoas apoiadas.

3b) – Guardar e dispensar chaves de instalações e viaturas.

3c) – Reproduzir documentos.

4 – Receber os pagamentos feitos por terceiros à ASSOL, nomeadamente as pessoas apoiadas.

5 – Assegurar o controlo administrativo dos documentos de autorização de compras.

6 – Assegurar a recepção e controlo das facturas.

7 – Efectuar os pagamentos autorizados pela Direcção.

Função 2 – Transporte das pessoas apoiadas

1 – Assegurar que as viaturas cumprem os requisitos legais: inspecções e outros.

2 – Planificar com os directores técnicos e coordenadores os transportes.

3 – Transportar em segurança as pessoas apoiadas.

4 – Receber e transmitir recados.

5 – Comunicar ocorrências não habituais.

6 – Fazer o registo do percurso e quilómetros percorridos.

7 – Assegurar a limpeza das viaturas.

8 – Assegurar a manutenção das viaturas.

9 – Preparar mapas mensais por viatura com indicação dos kms percorridos, consumos e custos de manutenção.

Função 3 – Saúde ambiental, segurança e limpeza das instalações

1 – Assegurar o cumprimento da legislação relacionada com desinfestações.

2 – Assegurar as verificações regulares das condições de saúde ambiental.

3 – Assegurar o cumprimento dos planos de segurança contra incêndios.

4 – Manter limpos os espaços.

5 – Manter em boa ordem os registos do Manual de Procedimentos relacionados com limpeza.

Função 4 – Alimentação – fornecimento de refeições

O serviço de gestão da cozinha está concessionado à firma GERTAL cabendo aos colaboradores da ASSOL:

1 – Assegurar a afixação das ementas.

2 – Recepcionar e armazenar os géneros alimentares e outros entregues pelos fornecedores.

3 – Cumprir as regras e manter em ordem os registos aplicáveis à armazenagem e conservação de produtos.

4– Cumprir as normas legais aplicáveis a vestuário, calçado, adornos e saúde em geral.

5 – Manter as instalações em condições de higiene adequadas e manter em ordem os registos necessários.

6 – Aplicar na preparação e confecção as normas HACCP de acordo com as instruções da GERTAL.

7 – Aplicar as boas práticas no tratamento de lixos e resíduos da cozinha.

8 – Assegurar a limpeza do refeitório.

9 – Assegurar a preparação do refeitório para as refeições.

10 – Servir as refeições às pessoas apoiadas tendo em conta necessidades de cada uma.

H– FUNÇÕES DE APOIO À GESTÃO

As funções de apoio à gestão estão descritas no caderno 8 dos Manuais de Procedimentos e incluem:

Contabilidade e controlo administrativo;

Avaliação e desempenho dos colaboradores;

Formação, inovação e desenvolvimento;

Relacionamento com as partes interessadas;

Medição dos índices de satisfação;

Prevenção e intervenção em situações de negligência, abusos, maus-tratos e discriminação.

Objectivos Operacionais

Função 1 – Contabilidade e controlo administrativo

1 – Assegurar a gestão de pessoal e processamento de salários, incluindo o controlo da assiduidade.

2 – Assegurar o registo de todos os movimentos financeiros necessários à vida da ASSOL.

3 – Mensalmente apresentar à direcção a informação que permita avaliar as receitas obtidas e as despesas incorridas.

4 – Assegurar a preparação de toda documentação necessária à Direcção para a   elaboração do orçamento e contas da ASSOL.

Função 2 – Avaliação e desempenho dos colaboradores

1 – Negociar, no início de cada ano, com cada um dos colaboradores o     respectivo Acordo de Atribuição de responsabilidades individuais.

2 – Avaliar, em conjunto com o director, os colaboradores da sua unidade.

3 – Reunir, em conjunto com o director, os colaboradores da sua unidade para analisar os dados da auto-avaliação e hetero-avaliação.

Função 3 – Formação, inovação e desenvolvimento

1 – Elaborar um Plano de Formação para 2012 assegurando que no mínimo cada             colaborador realiza em média 35 horas de formação.

2 – Frequentar a formação interna disponibilizada.

3 – Propor acções a frequentar no exterior.

4- Organizar um estudo sistemático das fichas de avaliação e auto avaliação a publicar no nosso site.

5 – Realizar duas acções de formação para outras entidades.

6 – Apresentar uma comunicação num congresso ou conferência.

7 – Colaborar na publicação de um artigo no site da ASSOL.

8 – Publicar algum tipo de artigo ou livro no exterior da ASSOL.

9 – Assegurar estágios a estudantes do ensino superior.

Função 4 – Relacionamento com as partes interessadas

1 – Apresentar à Assembleia-Geral nos prazos estatutários o Relatório de Actividades e Contas de 2011 e o Plano de Acção e Orçamento previsional de 2013.

2 – Enviar às entidades financiadoras os relatórios de actividades.

3 – Formalizar e avaliar acordos de parceria com escolas, empresas, autarquias, IPSS e outras entidades.

4 – Editar 5 números do Jornal da ASSOL.

5 – Actualizar no mínimo uma vez por mês o site da ASSOL.

Função 4 A – Medição dos índices de satisfação

1 – Tratar os dados das fichas de auto-avaliação.

2 – Dar seguimento às reclamações inscritas no Livro de Reclamações.

3 – Recolher mensalmente as críticas e sugestões de melhoria depositadas nas caixas de sugestões.

4 – Tratar as críticas e sugestões de melhoria e publicar a informação daí   decorrente.

Função 5 –  Prevenção e intervenção em situações de negligência, abusos, maus-tratos e discriminação

1 – Comunicar ao coordenador ou director executivo situações que coloquem em causa direitos, liberdades ou garantias das pessoas apoiadas.

2 – Desencadear procedimentos disciplinares se a algum colaborador for imputada         suspeita de negligência, abuso, maus-tratos ou discriminação.

3 – Informar o Ministério Púbico da situação se o processo interno o         recomendar.

4 – Comunicar a situação a algum serviço público com competências se a situação for causada por alguém externo.

VECTOR III –  Sustentabilidade, desenvolvimento futuro e melhoria contínua

Esta Vector enquadra todas as acções que visam assegurar e promover o desenvolvimento da ASSOL para que possa ter capacidade para responder às necessidades das pessoas com deficiência da região de Lafões nos anos mais próximos e no futuro longínquo.

Este grande vector engloba três objectivos estratégicos diferentes, sendo um ligado ao desenvolvimento de serviços a médio e longo prazo. O segundo procura o desenvolvimento das metodologias de trabalho e a investigação de novos métodos e processos de trabalho. O terceiro objectivo passa por assegurar a viabilidade financeira a médio e longo prazo.

Neste Vector, o instrumento operacional mais importante é o Plano de Médio Prazo.

Em 2006 foi elaborado um Plano com um horizonte temporal 2006-2015 acontecendo que alguns dos projectos nele previstos estão ainda longe de serem concretizados, como o Centro de Vouzela.

As condições de crise económica em que viveremos nos próximos anos recomendam que sejamos cautelosos e que se faça uma revisão do Plano de Médio Prazo para adequação aos condicionalismos previsíveis.

Acontece que os nove anos de vigência se revelam demasiado tempo atendendo a exigências que são colocadas pelas normas da certificação EQUASS. Assim em 2012 será refeito o Plano de Médio Prazo com a auscultação de todas as partes interessadas: associados, pessoas apoiadas e seus familiares, parceiros locais, entidades financiadoras, etc…

Objectivo Estratégico

III – 1 – Manter uma visão de desenvolvimento futuro

Objectivos Operacionais:

1 – Rever o Plano de Médio Prazo com consultas a todas as partes interessadas

2 – Persistir na renegociação do Acordo de Cooperação do Apoio Residencial de modo a que se torne possível a gestão, pela ASSOL, de uma Rede de Famílias de Acolhimento.

3 – Estudar a viabilidade de construção de um novo refeitório na sede.

4 – Adquirir lojas no edifício Avenida que permitam o alargamento do Centro de S. Pedro.

5 – Renovar a frota de viaturas (adquirindo uma viatura de 15 lugares adaptada para o transporte de pessoas em cadeiras de rodas).

6 – Conseguir a construção, pelo condomínio, de uma cobertura para entrada e saída das pessoas apoiadas no exterior do Centro de S. Pedro do Sul.

7 – Iniciar a construção do Centro de Vouzela

8 – Manter a boa funcionalidade dos edifícios e dos equipamentos para assegurar boas condições de trabalho (alguns exemplos aparecem referidos no Vector II juntamente com os objectivos das várias unidades)

Objectivo Estratégico

III – 2 – Incrementar as actividades de Inovação  e  Desenvolvimento

Incluímos neste objectivo estratégico o que se relaciona com a inovação, e desenvolvimento e não se encaixa na Função 3 – Formação, inovação e desenvolvimento (Vector II – ponto I)

Objectivos Operacionais:

1 – Elaborar o Plano de Melhoria Contínua de 2012.

2– Cumprir o plano de trabalhos da candidatura ao Programa Arquimedes           tendo   em vista a obtenção da certificação EQUASS – nível 2 Excelência.

3 – Manter, nas reuniões das equipas, uma discussão activa sobre a Pedagogia da Interdependência e o Planeamento Centrado na Pessoa. Uma vez por semestre a agenda das reuniões deve incluir uma reflexão sobre estes tópicos.

4 – Organizar dois cursos de formação no Planeamento Centrado na Pessoa a realizar em entidades exteriores à ASSOL.

5 – Manter a participação na Direcção da FORMEM e no Conselho Fiscal da FNERDM e colaborara nas iniciativas destas organizações para assegurar o acesso a informação técnica e organizacional.

Objectivo estratégico

III – 3 – Assegurar o equilíbrio orçamental e a viabilidade financeira a longo prazo

Objectivos Operacionais:

1 – Cumprir o orçamento, nomeadamente, nos custos operacionais e de pessoal.

2 – Não ultrapassar em 2012 os quilómetros percorridos em 2011.

3 – Manter o quadro de profissionais, aumentando apenas os lugares que corresponderem a novos postos de trabalho com financiamento garantido em acordo de cooperação específico.

4 – Ajustar a execução do Plano de Melhoria Contínua às efectivas condições orçamentais e de tesouraria.

5 – Negociar o acordo para a Unidade Sócio Ocupacional de modo a assegurar alguma melhoria das margens financeiras.

6 – Manter actualizada a cobrança das quotas dos Associados fazendo os avisos de cobrança atempadamente.

8 – Continuar a venda de espaços para publicidade nas carrinhas – conseguindo quatro novos patrocínios.

9 – Vender 200 exemplares dos livros do Professor John McGee e outros que editamos.

10 – Recandidatar a programas de apoio nacionais ou comunitários a construção do Centro de Vouzela e a aquisição de uma viatura de 15 lugares.

11 – Candidatar a programas de apoio nacionais ou comunitários a aquisição de uma viatura de 15 lugares

12 – Realizar uma actividade para a angariação de fundos e divulgação da ASSOL, por hipótese o Jantar de S. Martinho.

Oliveira de Frades, 26 de Outubro de 2011

A Direcção

Carlos Tavares Rodrigues, Maria Celeste Correia da Silva Bastos,

Maria Ester de Almeida Joaquim Fernandes da Silva,

Susana Isabel Laranjeira Ferraz da Escada // Adélio Silva Fonseca